Literatura infantil para todos.

ARQUIVO DO BLOGUE NO FIM
v. 2 Criei o Triciclo de papel porque sentia necessidade de escrever sobre livros infantis e partilhar o que penso com outras pessoas. É um blogue não académico, não institucional, talvez (espero) mais um contributo para a divulgação da literatura infantil.

v.1 Triciclo de papel
é um blogue dedicado à literatura infantil, publicada em Portugal e Espanha, considerada na sua função didáctica e formativa e, como não podia deixar de ser, perspectivada de uma forma lúdica.
O subtítulo literatura infantil para todos remete para os nossos filhos, para os nossos alunos, mas também para nós, que muitas vezes não temos tempo para ler senão os livros supostamente dedicados a eles.
Mostrar mensagens com a etiqueta Gatafunho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gatafunho. Mostrar todas as mensagens

18/04/11

É tão injusto!


É tão injusto, Gatafunho, 2006
27,5 cm. x 23,5 cm.         26 págs.


Texto: Pat Thomson
Ilustrações: Jonathan Allen


Esta é a história de um gato que é expulso de casa pela dona. "É tão injusto!" pensamos nós e pensam os animais da quinta. Então, porquê?
Em forma de lengalenga o gato começa a explicar aos animais da quinta a razão da sua expulsão. Explica às galinhas que entornou o pacote de leite para poder beber; acrescenta aos patos que provou o pequeno-almoço do bebé; acrescenta aos perus que saltou para dentro da tigela do pudim; acrescenta às ovelhas que andou por cima da roupa lavada; acrescenta ao cão pastor que trepou pelos cortinados; acrescenta aos porcos que tentou pescar o peixinho dourado do aquário; acrescenta ao cavalo que dormiu uma soneca em cima do chapéu da dona Floripes; acrescenta às cabras que escondeu um rato no chinelo da avozinha. Indignados com a sorte do amigo gato, os animais decidem ir falar com o Sr. Zé, que condescende, e o gato é recebido de novo em casa. Não durou muito. O gato é posto definitivamente fora de casa quando decide fazer chichi no cadeirão do Sr. Zé. E, no entanto, todos os animais persistem em repetir "É tão injusto!"
Livro divertido sobre pontos de vista inconciliáveis, É tão injusto! leva a uma inequívoca identificação de papéis tanto de pais como de filhos, tanto de professores e educadores como de alunos.

12/04/11

Gato Marau


Gato Marau, Gatafunho, Agosto de 2005 [2003]
26 cm. x 26 cm.      32 págs.


Texto e ilustrações: Tracy-Lee McGuinness-Kelly


As aventuras do Gato Marau na cidade fedorenta têm sempre resultados imprevisíveis. Tal como uma criança, os actos naturais e irreflectidos do gato nem sempre são entendidos no mundo de ordem e disciplina dos adultos. 
O Gato Marau vive numa cidade enorme e suja. É um gato que não se limita a ficar em casa e anda sempre de um lado para o outro, à descoberta. Um dia vê várias latas de tinta à mão de semear e desata a pintar na parede de um prédio. O dono enxota-o cheio de raiva, arrependendo-se logo a seguir ao reparar que as pessoas paravam para admirar a pintura. No parque, decide molhar um homem engravatado. Mais tarde apanha flores de um jardim para oferecer um ramo a uma velhinha tristonha. Depois vai comer e deixa cair a casca de banana no chão e, para acabar, entra pela janela aberta de uma casa e põe-se a saltar por cima do colchão. A primeira reacção dos adultos é sempre de grande irritação, fazendo com que o gato fuja a correr, mas depois, ao observarem as consequências mudam radicalmente de atitude. "És o gato mais fixe do bairro" dizem. E continuam: "Gato Marau, Gato Marau, afinal não és assim tão mau!"